terça-feira, 13 de novembro de 2012

Professora Substituta

   De dia 03/08 até dia 27/08, a professora Rossana de história, substitui a Ana Clara. Rossana fez várias aulas interessantes com os alunos sobre o período da Colônia portuguesa, nós discutimos sobre o navio negreiro, sobre a escravidão do Brasil, tudo entre o século XVI a o século XIV (1551 - 1870).
   A professora Rossana deu várias aulas na multimídia, todos os vídeos só sobre escravidão no brasil e navio negreiro. Nós também discutíamos sobre o assunto.
   Rossana nos pediu para fazer um resumo das páginas 82 à 90, para fixarmos melhor o conteúdo que nós estávamos estudando.

                                                     Escravidão no Brasil
   
A chegada de escravos na África teve início já nas primeiras décadas de colonização no Brasil. Duarte Coelho, Donatário de capitania de Pernambuco, solicitou ao Rei de Portugal, D. João III, que fosse concedida permissão para "haver alguns escravos de Guiné"
   Com início na produção açucareira na colônia Portuguesa consolidou-se o uso da mão de obra escrava africana. A partir de 1549, o trafico negreiro para PER e BA. se intensificou.
   Estima-se de 1551 a 1870, tenham sido desembarcados no Brasil um total de 10.247.500 escravos africanos.
   Os africanos não só foram envolvidos, mas também se envolveram ativamente no lucrativo comercio transatlântico.
   O tráfico de escravos com a região do golfo de Benim era feito principalmente, com a cidade de Salvador. Era tão importante o peso desses trabalhadores na economia baiana, que, no princípio do século XVIII, foi iniciada a construção de um forte para o depósito de escravos na região.



                                                        Castelo Sinistro
   
A pesada porta de ferro se abre com o baque. O brilho do sol ofusca os homens acorrentados à emergem, às dezenas de calabouços escuro e ferido do castelo.
   Atordoados pela luz, eles atravessam sem saber a chamada da porta sem retorno.

   Nunca mais verão sua África Natal. Essa cena se repetiu entre 1620 e 1850 na Fortaleza Elmina, hoje em Gana.
   Por volta de 1550, tiraram 310 quilos de ouro por ano. Na época o tráfico de escravos funcionava ao contrario, os lusos levavam quinquilharias e escravos negros de outros regiões como a costa do Benim, para os reis locais em troca do metal.
   O monopólio lusitano da costa do ouro só foi que brado em 1637, quando uma frota holandesa tomou Elmina. A partir daí, o castelo mudou de funções. De centro importador, virou polo exportador de escravos.



                                                     Marcas de Identidade
   
E essa "língua comum" era aprendida na longa travessa atlântica ou na dura sobrevivência cotidiana e cultivada. Os escravos como uma das formas de resistência ao desenraizamento.
   A escravidão da forma como ocorreu nas colônias americanas significava o fim das relações sociais, com a perda da liberdade e a submissão pela violência, mantendo o escravo isolado de seus antepassados, sem direito a família e aos instrumentos simbólicos da sua identidade.
   Numa época em que a escrita era privilégio de pouquíssimas pessoas, os registros deixados pelos escravos constituem documento histórico precioso

   A professora Rossana, logo depois desse resumo, pediu para fazermos da página 90 à 97, para também fixarmos mais o conteúdo do outro assunto:

                                      As formas de organização na luta pela liberdade
   
Os escravos tomados de sua terra natal, eram controlados por mão-de-ferro, pelos senhores de engenho. Na maioria dos casos, esses trabalhadores eram também escravos, libertos ou alforriados pertencentes a gerações nascidas no Brasil.
  -A primeira vez que escapava e capturava, uma orelha era cortada, na segunda, as 2 orelhas eram cortadas. Na terceira eram mortos ou vendidos-.

   As fugas como forma de resistência, acontecia no Brasil ou em qualquer lugar que tivesse escravo, pois os castigos físicos, estavam entre os métodos de intimidação.
   No Brasil uma grande estrutura de controle foi criada tanto no nível de administração, quanto aos senhores dos escravos. A utilização de força bruta, maus-tratos, violência, causavam fuga de escravos, envenenamento ao homem branco, roubo de gado.
   No final do século XVIII, na América Portuguesa, havia 28% de brancos, 27,8% de negros e mulatos livres, 38,5% de mulatos escravizados e negros e 5,7% de indígenas. Essa proporção de negros e mulatos escravizados e livres se constituiu.

                                                                  As fugas
   
As fugas eram constantes e comuns desde o tempo na escravidão do Brasil, tanto entre os indígenas, quanto entre os africanos. Essa é uma forma de resistência; alguns fugiam durante as festas, outros fugiam para as fazendas para visitar sua namorada, outros se escondiam na fazenda vizinha, até que acalmasse a sua caça, depois, eles iam para mata, e daí iam para regiões mais distantes.
   As alforrias, tanto as concedidas, compradas ou doadas, são vistas pelos historiadores como "válvula de escape" à imensa tensão entre os senhores e os escravos, que teria assegurado a continuação da estrutura escravista. Mesmo com desigual presença de negros e mulatos escravos na sociedade brasileira. Entre 1650 a 1700, foram introduzidos no Brasil cerca de 360 mil africanos escravizados. Nos registros de alforria na Bahia, de 1684 a 1748 vemos para cada homem, 2 mulheres libertadas.


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